Manifesto
Nós, católicos, conscientes da gravidade do momento histórico que atravessamos, declaramos publicamente que a nossa fé não é apenas uma convicção privada, mas um compromisso que informa toda a nossa vida moral, social e cívica.
A Igreja Católica ensina, de forma constante, clara e ininterrupta, que a verdade moral não muda com o tempo, com as maiorias nem com os ciclos políticos. Há princípios que não admitem exceção, negociação ou relativização.
É à luz desta fé que subscrevemos o presente manifesto.
Professamos que:
A vida humana é sagrada desde a conceção até à morte natural
A dignidade da pessoa humana não depende da utilidade, da saúde, da idade ou da vontade de terceiros
Existe uma lei moral objetiva, inscrita por Deus na natureza humana, que obriga a consciência
Reconhecemos a autoridade do Magistério da Igreja Católica como guia seguro em matéria de fé e de moral.
Condenação dos males graves
Afirmamos que a Igreja Católica condena, há mais de 150 anos, de forma reiterada e inequívoca, diversos males morais graves e ideologias contrárias à ordem natural e cristã, entre os quais:
O aborto, a Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável.
A eutanásia, que nega o valor da dignidade da pessoa humana.
O socialismo e o comunismo, condenados pelo Magistério por conceberem uma sociedade de forma materialista, afastada de Deus e onde a moral é relativa.
O nazismo (nacional socialismo), pela sua raiz totalitária, racista e desumana.
Estas condenações não são opiniões nem opções políticas: são juízos morais vinculativos para qualquer católico em consciência.
Compromisso
À luz desta fé e destes ensinamentos, declaramos publicamente que:
Não podemos, em consciência, apoiar projetos políticos, ideologias ou programas que promovam ou legitimem estes males.
Comprometemo-nos a não votar em favor do socialismo, nem de outras ideologias contrárias à doutrina moral da Igreja.
Rejeitamos a separação entre fé e vida pública quando esta conduz à cumplicidade com o mal.
Este compromisso é assumido livremente, por fidelidade a Cristo, à Sua Santa Igreja e à verdade.
Conclusão
Num tempo de confusão moral, afirmamos que a neutralidade perante o mal não é uma opção legitima para um católico.
A fidelidade à fé exige coerência e coragem, mesmo quando é exigente, impopular ou custosa.
Um católico não pode votar ou propagar em candidatos que sejam socialistas, atentem contra a vida e não defendam a família.
"Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!" (Isaías 5, 20)
Ao assinar este manifesto, afirmo em consciência que li, compreendi e concordo com o seu conteúdo, reconhecendo-o conforme à fé católica, à recta razão e ao ensinamento moral da Igreja.
Condena: Socialismo, comunismo e niilismo
Defesa da Classe Trabalhadora contra os Erros do Socialismo
Condenação do socialismo e definição da ação social cristã à luz da doutrina da Igreja
Afirma claramente que ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista.
Condena o Comunismo
Condenação do Socialismo Moderado
"ideologias incompatíveis com a fé cristã"
"o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico"
"Se Portugal não aprovar o aborto, está salvo; mas se o aprovar, terá muito que sofrer.
Pelo pecado da pessoa paga a pessoa que dele é responsável; mas pelo pecado da Nação paga todo o povo.
Porque os governantes que promulgam as leis iníquas fazem-no em nome do povo que os elegeu."
in 'Um caminho sob o olhar de Maria - Biografia da Irmã Lúcia' - Carmelo de Coimbra (Edições Carmelo, p. 68, 2013, pp. 494